quinta-feira, 14 de março de 2019

O MARCENEIRO, A ÚLTIMA TENTATIVA DE CRISTO, ROMANCE DE SILAS CORREA LEITE


O MARCENEIRO, A ULTIMA TENTATIVA DE CRISTO

Novo romance polêmico e diferenciado de Silas Corrêa Leite – Editora Viseu, Pr, 2019

Ao ler o novo - e de novo polêmico e de novo diferenciado - romance (místico, ecumênico, religioso?) “O MARCENEIRO, A última Tentativa de Cristo”, Editora Viseu, 2018, de Silas Corrêa Leite, a primeira coisa que nos vem à mente é uma frase de Friedrich Nietzche: “A verdadeira questão é: quanta verdade consigo suportar?”. Simples assim. O livro, segundo o autor, é do final do ano 2.000, com aquela história do tal bug do milênio, o mundo iria acabar, coisa assim, e ele escreveu este despojo para não dizer que não era capaz de escrever um romance, principalmente se mirando o livro Memorial de Maria Moura, de Raquel de Queiroz, quando então se decidiu que, se aquele era um romance contemporâneo, atual, também poderia bolar um. Deu nisso. Um desafio? Um braço quebrado, engessado, outro com problema, pois pegou uma velha maquina remington, botou papel de formulário contínuo, e, feito um surto-circuito – psicografado? Jorro neural? -  por quinze dias, a média de doze horas por dia, de licença médica, macetou o começo, meio e fim do projeto então se formalizando. Às vezes, confessa, aqui e ali, numa parte emocionante e elevadora, do registro que punha para fora, sentia que, madrugada a dentro, a sala do apartamento da Alameda Barros onde morava no bairro de Santa Cecilia como se iluminava, e ele, que tem medo de fantasma, de espírito, feito um bobo, parava assustado e chamando a esposa, acendia todas as lâmpadas do lugar, quando ela assustada, mas já o conhecendo, perguntava:

-O que você está fazendo?

-Estava escrevendo sobre Jesus, dizia ele.

Ela então entendia, e respondia:

- E você quer escrever sobre Jesus sem iluminação de algum lugar? Quem procura, acha...

O livro saiu. Uma cunhada católica que morava com o poeta em tempos de retiro, leu e chorou várias vezes ao entrar no calhamaço que era a obra datilografada e cheia de erros de datilografia, claro. Ela comentou aqui e ali, sobre o cunhado louco, escrevendo um livro sobre Jesus, a coisa vazou. Um dia apareceu na casa do poeta – ele contando – um sr da Federação Espírita que pediu se podia dar uma passada de olhos no livro. Leu correndo as páginas iniciais, caçou o meio, quase chegou ao fim e saindo-se assustando, disse: -Você é médium. Eu volto. Voltou dia depois com um contrato sobre o livro, para o autor assinar, passando todos os dos direitos, mantendo o nome, com um prefácio lá dele, coisa e tal, todos os direitos da obra para a Federação, e argumentou:

-Vai vender muito, ótimo livro, você ficar conhecido, famoso. Um dia finalmente vai se tocar que é médium por escrever assim feito um louco, vai nos procurar, daremos os ensinamentos finais, etc. e tal.

O escritor pensou com seus borbotões: E se eu assinar, lançar, etc e tal, e um dia descobrir que não era isso e aquilo, me arrepender, e ficar a obra no limbo entre as que escrevi, vou escrever, pretendo criar? Refugou. De lá para cá o livro teve algumas releituras do autor, mudou aqui e ali, algumas “profecias” do livro se cumpriram, algumas revelações do livro aconteceram. Enviou o livro para algumas chamadas grandes editoras do eixo Rio-SP e nada, alguns devolveram, outras nem isso, poucas justificaram, houve até diretor editorial que reclamou que o Brasil tinha muitos escritores e poucos leitores. O livro ficou perdido. Fermentando? Maturando? Decantando. Era preciso? Afinal, tempos depois, o escritor quebrou o chamado impacto de primeiro momento do primeiro livro, ganhou prêmios, saiu na mídia, criou depois o primeiro livro interativo da web, que tempos depois virou tese de mestrado e doutorado, foi destaque na chamada grande mídia, inclusive televisiva, quando se viu, O MARCENEIRO ficou esquecido. Depois de mais de vinte livros lançados, entre polêmicos, diferenciados, perigosos, etc. e tal, um dia teu um clic e o autor resolveu correr atrás. Pagou para datilografarem melhor o grosso livro, corrigiu, alterou errinhos datados, acertou nomes e citações, e mandou para várias editoras. Todas aprovaram, elogiaram, até de Portugal e da África, mas queriam o livro alterado aqui e ali, e mesmo que o autor comprasse metade da produção, tipo por demanda, mas o autor quase bancando tudo. Também sentiu, o escritor aqui e ali, uma preocupação com alterações de alguns aqui chamados totens, citados no livro de mais de 380 pgs, como se o livro de per-si incomodasse impérios, reinos, regras formais, mexesse em casa de marimbondos, por ser polêmico, inspirador, verdadeiro e principalmente diferenciado e revelador. Quem tem fé voa, disse Dias Gomes. Por essas outras batalhas, finalmente agora, corrigido, acertado, nada excluído, aliás, acrescentado, o livro foi aprovado pela Editora Viseu do Paraná e está no prelo. O Marceneiro ganhou capa, orelhas, correções, miolo, formatação legal, e agora vai sair. Demorou, ganhou peso, sofreu crivos. Valeu a pena.  Acabou saindo depois de um outro escrito depois, ELE ESTÁ NO MEIO DE NÓS, que, junto com um outro inédito da mesma lavra e veio compõem uma trilogia por assim dizer ecumênica. Os três juntos dariam uma bela novela ou minissérie. Sonhar pode? Enquanto o terceiro não saiu, o ELE ESTÁ NO MEIO DE NÓS, romance, corre à venda no site da Kotter Editora  E entre tantos livros do autor, está no site Amazon, inclusive junto com Tibete, De quando você não quiser mais ser gente, que já é pós-ecumênico, quase revolucionário, que a crítica especializada da USP classificou de O ARAUTO DO CAOS, e também o romance, Goto, A lenda do reino do Barqueiro Noturno do Rio Itararé, Clube de Autores Editora, considerada a melhor obra do escritor, e por assim dizer pós-pós-moderna. Já pensou? Leia e creia? Você vai se assustar. Como é possível? Tudo é possível ao que crê?  O MARCENEIRO fantástico ou não, tem esse historial todo. Difícil de sair, assustador de ler, vai fazer muita gente não se caber em si. Como é que pode? Vai ser proibido? Censurado?

Kafka muito tempo atrás, já dizia: “De modo geral, acho que devemos ler apenas os livros que nos cortam e nos ferroam. Se o livro que estivermos lendo não nos desperta como um golpe na cabeça, para que perder tempo lendo-o, afinal de contas? Para que nos faça feliz, como você escreveu? Meu Deus, poderíamos ser tão felizes assim se não tivéssemos livros; livros que nos alegram, nós mesmos também poderíamos escrever num estalar de dedos. Precisamos, na verdade, de livros que no toquem como um doloroso infortúnio, como a morte de alguém que amamos mais do que a nós mesmos, que nos façam sentir como se tivéssemos sido expulsos do convívio para as florestas, distantes de qualquer presença humana, como um suicídio. Um livro tem de ser o machado que rompe o oceano congelado que habita dentro de nós. ” (Citação de Kafka, no livro História da leitura, Steven Roger Fischer, p. 285)

O Escritor de Israel, Yuval Noah Harari, autor do polêmico HomoDeus, dizia: "Se adotarmos uma visão realmente ampla da vida, todos os outros problemas e desenvolvimentos serão ofuscados por três processos interconectados:1) A ciência está convergindo para um dogma (dadaísmo) que abrange tudo e que diz que organismos são algoritmos, e a vida, processamento de dados.

2) A inteligência está se desacoplando da consciência.

3) Algoritmos não conscientes mas altamente inteligentes poderão, em breve, nos conhecer melhor do que nós mesmos."

O MARCENEIRO assustador, polêmico, fantástico, diferenciado, ecumênico, religioso ou místico que seja, é isso. Está na hora de acordar quem quer ouvir o chamado da estrada dos caminhos.  “Ainda que eu falasse a língua dos homens//E falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria//... é só o amor que conhece o que é verdade(...)//. Estou acordado e todos dormem... todos dormem... todos dormem” cantou a banda Legião Urbana de Brasília, DF, na balada quase mantra chamada Monte Castelo, do compositor, cantor e poeta Renato Russo. O MARCENEIRO, a última tentativa de Cristo, vai acordar alguma coisa em você. Ou não. Talvez você já tenha captado a trombeta de Ararat, ouvido os sinais dos tempos, ouvido falar no Cavalo Amarelo do Apocalipse (São João na Ilha de Patmos), escutado o chamado que não quis admitir dentro de si. Toda história é remorso, disse Drummond. De que lado da verdade você está, e quando dela pode suportar?

Há um Deus!

E há O MARCENEIRO, A ÚLTIMA TENTATIVA DE CRISTO.

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VACA PROFANA, LIVRO DE CONTOS ESTRANHOS


SINOPSE VACA PROFANA, Microcontos de Silas Correa Leite

Nesses modernos e contemporâneos tempos pós-tudo, de infovias por atacado, criações letrais estão na medida de um tempo que não pode ser perdido. As imagens são rápidas para degustes imediatistas. As palavras como num outdoor são para serem “absorvividas” logo. O twitter instrumentalizou a pressa, mas a arte se preservou e ainda assim resiste, não perde espaço; se apresenta em twittercontos, contículos, microcontos. Uma metralhadora dialética cheia de prosa propriamente dita. Além de cortar os pulsos com poesia, o autor também saca barulhanças e contentezas. Como os tempos são de correria – mas, ainda assim, quem sente, contempla, cria – o autor destila suas nanorrativas em drops mínimos. São achados e perdidos, salvos do alvoroço canibal de uma desvairada Paulicéia sociedade anônima, onde nem tudo que reluz é fêmea. Sim, caras pálidas, viver não é só abanar o rabo. Certamente que uns e outros criam, exercitam o chamado fioterra do surto circuito na sensibilidade, entre os chorumes urbanos de uma grande metrópole de muito ouro e pouco pão. Aprecie com moderação. Afinal, se depois da tempestade vem a leptospirose, viver é só não ser lixo. Que a Vaca Profana dessa vida infame nos proteja das lâminas de contos como “textículos”, enquanto deixamos sangrar nossos vertedouros de chorumes.

 

Minibiografia, o autor de Vaca Profana

 

-Poeta nas horas vagas, criador que vaza neuras e escuridões, o autor Silas Corrêa Leite, cervejetariano e zen-boêmico pela própria natureza, sonha consertar discos voadores, e, como disse no Programa Provocações da TV Cultura, de Antonio Abujamra, “corta os pulsos com poesia”.

-Plantador de incêndios, acredita na arte como libertação, rege aulas, escreve alucilâminas, criou alguns livros diferenciados, ganhou prêmios, consta em antologias e sites de renome, até no exterior. Sua frase predileta é “Feridos Venceremos”.  Vaca Profana é apenas sua insanidade customizada, pois já sacou que, criando, ninguém é normal, e que todos são animais perante lei, até porque, viver não é só abanar o rabo.

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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Nascimento de Jesus


Nascimento de Jesus

 

Por Ana Lucia Santana

Às vésperas da vinda de Jesus, o mundo já havia conquistado a sabedoria ateniense e a família romana. Roma conheceu neste período momentos de harmonia, paz e prosperidade, como nunca antes. O Imperador Caio Júlio César Otávio alcança o poder depois do assassinato de seu pai adotivo, Júlio César. Após a morte deste, Roma mergulha em profunda perturbação. Mas logo aparecem os primeiros êxitos de César Augusto ou Augusto, nome adotado pelo governante romano, com a instauração do triunvirato – divisão do poder entre ele e dois amigos de César, Marco Antônio e Lépido. Depois de vários conflitos entre eles, Augusto se torna o senhor de Roma e o artífice de uma era de progresso intenso, com a proliferação de templos e monumentos importantes, a paz se disseminando por todo o Império, até a mais remota província. Artistas e empreendedores se multiplicam pela cidade dos Imperadores, as leis são renovadas e a educação conhece avanços anteriormente desconhecidos. Nesse momento despontam mentes brilhantes e criativas, como Virgílio, Horácio, Ovídio, Tito Lívio, Mecenas, entre outros.

Nascimento de Jesus Cristo. Foto: PixelDarkroom / Shutterstock.com

Nascimento de Jesus Cristo. Foto: PixelDarkroom / Shutterstock.com

É nesse contexto que nasce Jesus Cristo, o Messias anunciado. A concepção de um Messias é historicamente antiga, embora seja sempre associada ao judaísmo. Mas, ao se estudar as religiões antigas, encontra-se em várias civilizações esta crença ancestral. Entre os judeus este conceito aparece entre os séculos IV e III a.C, na literatura que contém as profecias. Na tradição hebraica, portanto, ele é o enviado de Javé, com o propósito de estabelecer no mundo o Reino de Deus. Uma tradição nascida entre os Macabeus, família judaica que, entre 140 a.C. e 37 a.C., liderou uma rebelião contra os selêucidas e deu início a uma dinastia real na Judéia, governando Israel até a dominação romana, acreditava que o Salvador seria o libertador da cidade do jugo de Roma. Mas enquanto o povo aguardava um revolucionário, o profeta Isaías anunciava a vinda de um Messias de natureza espiritual, que nasceria de uma virgem, sofreria terríveis dores e uma morte cruel, para salvar a Humanidade.

O nascimento, a vida e os ensinamentos de Jesus são narrados pelos Evangelhos oficiais, que integram o Novo Testamento. Os apócrifos também apresentam dados importantes sobre o Mestre, principalmente acerca de sua infância, igualmente descrita em detalhes nos Evangelhos de Lucas e de Mateus. Segundo Lc II, o Imperador romano promulgou nesta época um decreto que obrigava todas as famílias a realizarem um recenseamento em suas respectivas terras natais. Maria, que nesta época já estava grávida – concepção supostamente anunciada pelo anjo Gabriel, que lhe teria comunicado que ela engravidaria pela graça do Espírito Santo -, partiu ao lado de José, seu marido, de Nazaré para Belém. A viagem deveria demorar aproximadamente cinco dias e é justamente quando se encontra nesta jornada que Maria entra em trabalho de parto. Todas as hospedarias se encontravam lotadas, e então só resta encontrar abrigo em um estábulo, no qual nasce Jesus, precisamente numa manjedoura – tabuleiro no qual se deposita comida para os animais. O Menino, como era de costume na época, foi envolto em faixas, para que ficasse aquecido e seus movimentos fossem reduzidos.

É nesse momento que alguns pastores que se encontram nas proximidades, zelando por seus rebanhos, são pretensamente abordados por um anjo, que lhes anuncia o nascimento do Messias, e lhes oferece a exata localização da criança. Esta passagem entrou para a história como o episódio dos Reis Magos, que teriam visitado Jesus em seu berço improvisado e lhes levado presentes – ouro, incenso e mirra. Este nascimento é hoje comemorado em todo o mundo pelos cristãos, no dia 25 de dezembro, data fixada para marcar este acontecimento extraordinário – o Natal, festa que celebra a vinda do Messias, e que significa justamente ‘nascimento’.