SINOPSE VACA PROFANA, Microcontos de Silas Correa Leite
Nesses modernos e contemporâneos tempos pós-tudo, de infovias por
atacado, criações letrais estão na medida de um tempo que não pode ser perdido.
As imagens são rápidas para degustes imediatistas. As palavras como num outdoor
são para serem “absorvividas” logo. O twitter instrumentalizou a pressa, mas a
arte se preservou e ainda assim resiste, não perde espaço; se apresenta em
twittercontos, contículos, microcontos. Uma metralhadora dialética cheia de
prosa propriamente dita. Além de cortar os pulsos com poesia, o autor também
saca barulhanças e contentezas. Como os tempos são de correria – mas, ainda
assim, quem sente, contempla, cria – o autor destila suas nanorrativas em drops
mínimos. São achados e perdidos, salvos do alvoroço canibal de uma desvairada
Paulicéia sociedade anônima, onde nem tudo que reluz é fêmea. Sim, caras
pálidas, viver não é só abanar o rabo. Certamente que uns e outros criam,
exercitam o chamado fioterra do surto circuito na sensibilidade, entre os
chorumes urbanos de uma grande metrópole de muito ouro e pouco pão. Aprecie com
moderação. Afinal, se depois da tempestade vem a leptospirose, viver é só não
ser lixo. Que a Vaca Profana dessa vida infame nos proteja das lâminas de contos
como “textículos”, enquanto deixamos sangrar nossos vertedouros de chorumes.
Minibiografia, o autor de Vaca Profana
-Poeta nas horas vagas, criador que vaza neuras e escuridões, o autor
Silas Corrêa Leite, cervejetariano e zen-boêmico pela própria natureza, sonha
consertar discos voadores, e, como disse no Programa Provocações da TV Cultura,
de Antonio Abujamra, “corta os pulsos com poesia”.
-Plantador de incêndios, acredita na arte como libertação, rege aulas,
escreve alucilâminas, criou alguns livros diferenciados, ganhou prêmios, consta
em antologias e sites de renome, até no exterior. Sua frase predileta é
“Feridos Venceremos”. Vaca Profana é
apenas sua insanidade customizada, pois já sacou que, criando, ninguém é normal,
e que todos são animais perante lei, até porque, viver não é só abanar o rabo.
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